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Combatente potente, de faca afiada
por ela dou tudo ou fico sem nada
na vida ou na morte, é o sim ou o não
minha alma ficou enamorada de revolução
minha amada deseja-me sorte
eterna paisagem do meu coração
deixo-te a medalha fechada na mão
que eu vou pr’a batalha
nela verás a historia de um amor perdido
lá na barricada, vai mais um bandido
no meio da rotunda
numa cova funda
peço o que é devido
enganei o medo e temo não ser temido
é um segredo meu que a minha espingarda guarda
aguardo a ordem do homem que me fez gostar da farda
minha alma danada está surda de espanto
susto e receio de um tiro distante
de um canhão desconhecido que me tire a vida num instante
e eu nunca mais te vejo é o meu desejo constante
ver o meu bolo calvário
no meu diário está saudade da amada
solitário na caminhada sou soldado da armada
e se eu me ficar chora baixinho
numa certa noitada
vai junto ao caminho da pedra deitada
vais lá ver um ribeirinho
e levar muitas flores
a vida foi curta
sei que ela escuta que eu não esqueço os meus amores

Pois eu morri na luta.

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Vitorino c/ Sam The Kid- Carta de um soldado da armada (via mad-com-esta-shit)